sábado, 13 de novembro de 2010

Tropa de Elite e a Corrupção Humana – O inimigo continua o mesmo

O presente artigo compreende a arte como interpretação da realidade humana, projetando os terrores, angústias e sonhos que a sociedade carrega em seu desenvolvimento. Assim, o texto que se desenvolve , tem o objetivo de introduzir uma reflexão sobre os valores humanos e os inimigos ocultos que destroem as relações humanas,  a partir da análise do filme Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro, de José Padilha, comparando-o com a ética preconizada por Jesus. Portanto, algumas perguntas devem nortear as nossas mentes: Quais os possíveis inimigos que estão destruindo as relações em todas as suas dimensões? Quais os inimigos que estão destruindo as relações familiares? Quais os inimigos que estão me destruindo como pessoa e me tornando um ser humano de mente cauterizada?.

Em Tropa de Elite 2, fica evidente a corrupção do sistema abalizado pelo esquema polícia-milícia-política. Porém, podemos observar nele um retrato de nós mesmos, um espelho em que podemos refletir sobre as nossas próprias vidas, da nossa existência e da nossa história enquanto indivíduos, sujeitos e humanos. Existem alguns inimigos que vão além da máquina polícia-milícia-política e que estão adentrando em nossas casas, vidas e relações, nos destruindo e nos bestializando.

Parafraseando o jargão do filme, o “inimigo continua o mesmo”, refere-se à concepções e valores que reproduzimos. São valores e concepções muitas vezes recheados de: inveja, mentira, esperteza, malandragem, orgulho, luxúria, traição, insensatez, egoísmo, insensibilidade para com a necessidade alheia, insensibilidade para a real necessidade do cônjuge e dos filhos. Muitas vezes , aquilo que eu tenho como valor fica de lado na hora que eu “levo” vantagem. A ausência de valor, muitas vezes, fica patente na relação trabalhista na qual colegas de trabalho que passam por cima do outro por conta de uma promoção, fazem intrigas, mentem e “queimam” o colega para se darem bem ou como bem descreveu Danilo Di Manno (apud:Cátia Cilene Lima Rodrigues): “(...) Mesmo que não adote em seu íntimo os valores do sistema, deverá praticá-los, pois é constantemente vigiado: o padrão ético é o da sobrevivência do menos sensível, chamado, ideologicamente, de ‘mais forte’”.

São inimigos desumanizando-nos, tornando-nos pessoas sem valores consistentes, ou como disse o cientista social Gilberto Dumas, em seu livro: Ética e poder na Sociedade da Informação: “A incerteza é a regra; nada está sobre pés firmes e crença sólida: resta a convicção de que toda a fé, todo julgar verdadeiro é necessariamente falso. Não há nada a fazer com a verdade. Também não há nada a fazer com a moral; ela anuncia princípios éticos, mas a ação não se orienta por eles. Afirma-se o niilismo, a fé na absoluta falta de valores e de sentido”. Dumas ressalta a incerteza, a falta de crença sólida e ausência de um referencial capaz de nos proporcionar sentido e significado.

Contudo, parto da premissa de que o ser humano, é aquele que participa efetivamente da construção da sociedade, por isso, a mesma reverberá o que estamos plantando nela e dela colheremos o que estamos semeando. Muitas pessoas ficaram indignadas por conta do sistema corrupto demonstrado no filme, no entanto, muitas dessas não possuem o mesmo sentimento no que tange a mentira descabida, traição para com seu par, com a suposta vantagem que tem mesmo sabendo que não é certo, com a desigualdade vigente, fruto de um sistema que favorece uns e desfavorecem outros. Logo, as palavras proferidas pelo apóstolo Paulo se tornam verdadeiras em nossa sociedade. Diz ele: “Não há um justo, nem um sequer.”

Diante da crise de identidade do ser humano na atualidade, a pós-modernidade nos indica um novo desafio: reavaliar ou re-estabelecer os referenciais e os valores que orientam a prática da vida, visando o equilíbrio pessoal e a harmonia social por um claro motivo, a sobrevivência digna da humanidade. Para tal, necessitamos de um novo paradigma e esse modelo encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. Quando olhamos para a mensagem de Jesus, percebemos nela qual é a vontade de Deus. A base da ética dos ensinamentos de Jesus é o senhorio de Deus gerando no ser humano uma nova visão de vida, o que Ele vai chamar de salvação. Por exemplo: Quando Zaqueu (cobrador de impostos, incapaz de sensibilizar-se com a dor e mazela do seu próximo) teve um encontro pessoal e íntimo com Jesus, ele disse: “Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.” Então disse Jesus: “Hoje veio a salvação a esta casa...”. Lucas 19. 8 e 9.

No entanto, desde o alto escalão até nós, uma sociedade justa, igualitária e sem mazelas, apenas será possível quando inserirmos em nossas vidas os preceitos éticos de Jesus. Na ética estabelecida em nossa sociedade, o ser humano, busca descobrir caminhos concretos a fim de sentir-se vinculado pelos imperativos de sua consciência, ou seja, é uma ética baseada apenas na liberdade humana.

A ética preconizada por Cristo nos afirma que existem Leis, princípios e normas de condutas, sejam sociais, biológicas, psicológicas que nos orientam para determinada direção. No entanto, na ética ensinada e vivenciada por Jesus, o homem é totalmente dependente de Deus. Logo, os ensinos de Cristo são normativos para se viver de maneira justa, honesta e sempre visando o bem comum. Portanto, quando o ser humano rejeita os imperativos éticos de Jesus está buscando uma vida autônoma, longe da tutela do seu criador.

A mensagem de Jesus para o ser humano exige mudanças (salvação), Ele nos ensina a relativização de tudo em função do único absoluto, ou seja, Deus. Isso faz o ser humano olhar a vida com outros olhos. Logo, suas decisões são influenciadas e matizadas por essa nova perspectiva, portanto, a vida ganha conteúdo diferente.

Seguir a Jesus não significa andar preocupado com a perfeição, mas caminhar em suas pegadas, atos de amor e compaixão, fazendo da vida oferenda a Deus e ao próximo.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Orgulho

Existem pessoas em nossa sociedade com características que lhe são peculiares. Por exemplo: Umas são amorosas, outras humildes, afáveis e tolerantes. Contudo, existe um tipo de pessoa que reverbera de maneira acintosa em suas relações, o seu orgulho, esse mal que envenena toda e qualquer relação.

Ao refletirmos sobre o orgulho e suas consequências na vida humana, devemos nos perguntar: (1) Que tipo de pessoa eu estou me tornando?; (2) Que tipo de mensagem estou passando para os meus filhos? (3) Quais os danos que o orgulho causa em mim e naqueles que se relacionam comigo?

A Revista Veja (nº 1742, 13/03/2002) publicou uma entrevista com empresário inglês Marc Lewis, autor do livro – Pecar para vencer. Na ocasião, ao falar sobre o orgulho, Lewis fez a seguinte ressalva: “O orgulho é imprescindível. Todas as pessoas bem-sucedidas são orgulhosas. Se você é o melhor, diga para todo mundo que você é o melhor."

Infelizmente, o “vírus” do orgulho tem se multiplicado em muitas pessoas e as consequências estão sendo catastróficas nas relações entre pais e filhos, esposa, esposo e entre semelhantes. Para aqueles que estão fisgados pelo orgulho e vivem sob a tutela do mesmo, acabam apresentando pelo menos três características inerentes ao orgulho, são elas:

(a) autossuficiência – aquele que é plasmado pela autossuficiência pensa que não depende de nada e ninguém. Ele está acima de todos, do bem e do mal. Quem pensa e age assim, esquece que Deus está acima dele. O orgulho faz com que as pessoas olhem de cima, logo, não olham para cima, para aquele que é o autor da vida. Pois, elas se bastam. Ou nas palavras de Marc Lewis: “Devemos ter fé somente em nós mesmos.”

(b) competição – A pessoa tem que ser a melhor em tudo, estar por cima, ser o centro das atenções. Bem observou C.S.Lewis quando disse: “A pessoa tem o orgulho de ser mais rica, mais inteligente, ou de melhor aparência do que os outros. Se todo o mundo se tornasse igualmente rico, inteligente ou de boa aparência, não haveria nada do que se orgulhar. É a comparação que nos torna orgulhosos: o prazer de estar por cima dos outros.”

(c) inerrância - Essa é uma das facetas do orgulho e do orgulhoso. Os outros erram, eu não. O orgulhoso é incapaz de admitir que ele também é passível de erro e concomitantemente é incapaz de receber bem uma crítica ou de aceitá-la.

Qualquer ser humano está passível de ser um orgulhoso ou de ter lampejos de orgulho, entretanto, não devemos confundir orgulho com amor próprio. Orgulho, na definição do dicionário Inglês de Oxford é: “uma presunção irracional de superioridade, uma opinião arrogante de si mesmo.”

O orgulho é uma deturpação do amor, pois coloca o amor próprio à frente do amor a Deus e quebra o que foi ensinado por Jesus “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.”

A grande questão é como vencermos o orgulho que tenazmente pede oportunidade. Ao olhar para as atitudes de Jesus, vejo na pessoa dEle o antídoto para este mal – Humildade. Jesus foi uma pessoa simples, despojada de vaidades, consciente das suas limitações.

Se quisermos ser humanos na essência da palavra, é necessário lutar contra esta presunção que nos bestializa, ou como descreveu Victor Hugo “no homem, o orgulho é a fortaleza do mal.”

Seguir o exemplo de Jesus é entrar pela porta estreita – é mortificar o EU, não pensar soberbamente sobre si, não fundamentar a vida nas coisas e em si, mas reconhecer como fonte de tudo, inclusive do seu sucesso – Deus.

Por causa do orgulho, guerras acontecem, fomes existem, pois, o ser humano orgulhoso apenas enxerga seu próprio umbigo. Que Deus nos ajude a sermos livres do orgulho e que possamos fundamentar dia a dia nossas vidas na humildade, tratando o próximo com respeito e amor.
Para aqueles que amam o orgulho e que, por isso, pensam que são mais importantes do que os outros, fica a advertência bíblica em provérbios 16.18 “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.”

Para aqueles que lutam no viés da humildade, mortificando seu orgulho, assim diz a palavra do Senhor: “... Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes." 1ª Pedro 5.5

Ser orgulhoso ou ser humilde, eis a questão. Contudo, a pergunta que não quer calar diante do orgulhoso é: Que tipo de pessoa eu estou me tornando?

Pense nisso!

Pr. Fernando G Dias

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A Ciência desmascara Deus ( Parte II )

Como observamos no texto anterior, o tema do artigo fora extraído das idéias do cientista Richard Dawkins em seu livro – “Deus, um delírio”. Também merece ser destacado, que os cientistas mencionados no artigo não possuem vínculo com nenhuma religião, o que nos proporciona uma visão não tendenciosa. Porém, a exceção fica para Alister McGrath, que deixou de ser ateu e se tornou cristão.

A premissa estabelecida em Gênesis 1 é que Deus cria todas as coisas e as sustenta pelo seu poder. Indo pelo mesmo viés, o salmista contempla a beleza da criação e chega a seguinte conclusão:

“O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram. Cada dia fala dessa glória ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite.” (Sl 19.1,2)

Ao olhar para a perfeição do universo, o astrônomo Sir James Jeans proferiu as seguintes palavras: “O universo parece ter sido desenhado por um matemático puro.”

Cientistas e estudiosos ao contemplarem a ordem da Terra, do sistema solar e do universo, perceberam nele perfeição, beleza e harmonia. Por conta disso, chegaram à seguinte conclusão:

a) A inclinação de 23 graus da Terra produz as nossas estações, no entanto, os cientistas dizem-nos que, se a Terra não tivesse a exata inclinação que tem, os vapores dos oceanos mover-se-iam para norte e sul, cobrindo os continentes de gelo.

b) Se a lua estivesse a 80 mil quilômetros da Terra, em vez de 320 mil, as marés seriam tão enormes que todos os continentes seriam submergidos pela água, até mesmo as montanhas seriam afetadas pela erosão.

c) Se a crosta terrestre fosse apenas três metros mais grossa, não haveria oxigênio, e sem ele, toda a vida animal morreria.

d) Se os oceanos fossem uns poucos metros mais profundos, o dióxido de carbono e o oxigênio teriam sido absorvidos e nenhuma vida vegetal poderia existir.

e) O peso da Terra foi estimado em seis sextilhões de toneladas (isso é um 6 seguido de 21 zeros). Ela tem, ainda assim, um equilíbrio perfeito e gira com facilidade no seu eixo. Ela revolve diariamente à razão de mais de 1.600 quilômetros por hora ou 40 mil quilômetros por dia. Num ano, isso dá mais de 14 milhões de quilômetros.

f) A Terra revolve em sua própria órbita ao redor do Sol, percorrendo a cada ano o longo circuito elíptico de 965 milhões de quilômetros, o que significa que viajamos nessa órbita à velocidade de 30 quilômetros por segundo, ou 1.800 quilômetros por hora.

g ) Cada metro quadrado da superfície do sol emite constantemente um nível de energia de 130 mil cavalos força (+/- 450 motores de oito cilindros ) em chamas, que estão sendo produzidas por uma fonte de energia muito mais potente que carvão.

Diante desta grandeza, o matemático e físico Stephen Hawking balbuciou as seguintes palavras: “O fato marcante é que os valores destes números parecem ter sido finamente ajustados para que o desenvolvimento da vida fosse possível.”

Steven Weinberg (Prêmio Nobel de Física) disse: “A vida, como nós a conhecemos, seria impossível se qualquer uma das constantes físicas tivesse valores ligeiramente diferentes.”

O Físico e Astrobiólogo Paul Davies, deslumbrado, fez a seguinte observação: “A coisa realmente impressionante, não é que a vida na Terra esteja como que ‘equilibrada na ponta de uma navalha’, mas que o universo inteiro está como que ‘equilibrado na ponta de uma navalha’, e que seria um caos total se qualquer uma das constantes naturais estivessem ligeiramente fora de ajuste. Veja, mesmo que você considerasse a existência do ser humano como produto do acaso, permaneceria o fato de que o universo parece incompreensivelmente apropriado para a existência da vida – quase arquitetado, você poderia dizer um trabalho planejado.”

Existem pessoas que, diante desses fatos, argumentarão dizendo que isto é fruto do acaso, eu, porém, unirei a minha voz à do salmista e sairei por aí cantarolando: “O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram. Cada dia fala dessa glória ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite.” (Sl 19.1,2)

Pr. Fernando G. Dias

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A ciência desmascara Deus.

O titulo deste artigo foi cunhado do pensamento do cientista Richard Dawkins, em seu livro, “Deus: um delírio”. O presente artigo tem como foco avaliar Gênesis 1, comparando-o com o que a ciência diz acerca do universo. Para muitos, Gênesis 1 e a ciência são opostos e excludentes, no entanto, creio que tal pensamento se dá pelo fato de muitas pessoas terem uma visão errônea acerca dessa passagem, dando a ela uma conotação inveraz. O autor de Gênesis não tinha em mente fins científicos e nem o texto tem a pretensão de fazer ciência. A mensagem ali descrita é clara, ou seja, Deus é o criador de todas as coisas.

Diante, muitas vezes dos embates surgidos entre fé e ciência, pergunto: A ciência tem corroborado para termos uma visão melhor acerca de Deus e da criação? Genesis 1 e a ciência são de fato excludentes? A ciência tem seus limites quanto às questões acerca da vida e morte, ou ela possui todas as respostas?

Clinton Richard Dawkins, cientista e professor da Universidade de Oxford, em seu livro – “Deus, um delírio”, disse o seguinte: “[...] quase com certeza Deus não existe.”

Três coisas ficam claras em seu livro: (1) Deus não existe, (2) A ciência desbancou Deus e (3) A ciência é capaz de nos oferecer todas as respostas.

No entanto, o biofísico molecular Alister McGrath, faz a seguinte observação quando Dawkins é assertivo em dizer que a ciência explica tudo. Diz ele: “As teorias cientificas não podem ser tomadas para ‘explicar o mundo’, mas apenas para explicar os fenômenos observados no mundo.” E seguindo na mesma direção, o imunologista de Oxford Peter Medawar faz a seguinte observação (Apud: Alister McGrath): “A existência, de fato, de limites para a ciência parece muito provável em razão de haver perguntas que ela não pode responder, e que nenhum avanço concebível dela autorizaria a responder. Tenho em mente questões do tipo: (a) Como tudo começou? (b) Para que estamos todos aqui? e (c) Qual o sentido da vida?

Medawar está fazendo uma distinção entre metafísica e ciência. No que diz respeito à organização do universo, isso é com a ciência, e no que diz respeito às questões transcendentes, isso é com a metafísica. A posição de Medawar está de acordo com o que foi preconizado em Deuteronômio 29.29 “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre...”.

Sigo pelo mesmo viés de Albert Einstein que fez a seguinte ponderação: “O homem encontra Deus por detrás de cada porta que a ciência é capaz de abrir.”

O Cosmólogo Allan Sandagem faz a seguinte observação: “A ciência nos levou ao primeiro evento, mas não pode nos levar além à primeira causa. O surgimento súbito da matéria, espaço, tempo e energia aponta à necessidade de algum tipo de transcendência. Foi a minha ciência que me levou à conclusão de que o mundo é muito mais complexo do que pode ser explicado pela ciência. É somente através do sobrenatural que eu posso entender o mistério da existência.” O astrofísico e cosmólogo Sir Fred Hoyle, asseverou o seguinte: “Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um super intelecto tem brincado com a física, assim como com a química e biologia, e que não existem forças cegas na natureza que sejam dignas de comentário.”

“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo...”.

Algumas coisas precisam ser consideradas em Gênesis 1.1 e 2:

(1) Há uma distinção entre Deus, o criador e a criação; (2) Fica estabelecido a soberania de Deus sobre a desordem. Não há nada que esteja além do conhecimento e do poder de Deus no universo; (3) Deus é o principio ordenador que triunfou sobre a desordem; (4) Por sua vontade, o universo e toda forma de vida vieram a existir e (5) O universo não é auto-existente, portanto, não é auto-sustentável e isso está de acordo com a 2ª Lei da Termodinâmica que diz: “todo organismo abandonado a si mesmo tende a se degenerar”. Por isso, o relato bíblico vai dizer que o universo é sustentado por Deus.

Ao olhar para este universo tão perfeito e para aquilo que é descrito pela ciência, chego à seguinte conclusão:

A ciência não contradiz o que está inserido em Gn 1 e vice-versa;

A ciência não acaba com Deus como quer o ateu Richard Dawkins, pelo contrário, ela colabora para conhecermos um pouco mais de Deus – sua pessoalidade, seu cuidado com a criação; sua vontade criativa e perfeição.

Deus não abandonou a sua criação como assevera alguns. Ele, mantém o universo e todas as coisas criadas sob o seu total domínio, sustentando conforme o seu desígnio e poder. Ou como salientou os Astrônomos Barrow and Silk: “O universo teria que ser exatamente do tamanho que é para poder sustentar mesmo que seja uma única e solitária forma avançada de vida.” Portanto, Deus cuida da sua criação e o ser humano destrói com sua ganância sem fim.

Todavia, sempre se levantará pessoas questionando a existência de Deus, a fé num Deus criador e sustentador de todas as coisas. Para estes, faço das palavras do Economista Stuart Chase, as minhas palavras: “Para aqueles que crêem, nenhuma prova é necessária. Para aqueles que não crêem, nenhuma prova é possível.”

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Independência é Morte!

Amanhã, comemora-se o dia da Independência do Brasil. Foi um processo duro que culminou com a emancipação política deste país, do reino de Portugal. Foi às margens do riacho Ipiranga que D. Pedro bradou a celebre frase conhecida por todos nós: Independência ou morte !.

Porém, este artigo tem como objetivo avaliar a emancipação humana com relação a Deus, o seu criador, e as conseqüências oriundas desta emancipação. Todavia, devemos perguntar: Ser independente de Deus nos tornou seres humanos melhores?

Francis A. Schaeffer (Apud: Hermisten Maia P. da Costa) faz a seguinte observação: “Os humanistas tinham certeza de que o homem, partindo de si mesmo, seria capaz de resolver qualquer problema. A fé no homem era total. O homem que, partindo de si mesmo, era capaz de se esculpir a si mesmo na rocha, diretamente na natureza, poderia resolver tudo. O brado humanista era ‘eu posso fazer o que bem quiser; espere só até amanhã’...”

Schaeffer chama nossa atenção para o fato de que Deus fora substituído pela introspecção, racionalidade, ou seja, o olhar humano deixa de estar na pessoa de Deus e volta-se para si mesmo numa pretensão descabida de “eu posso fazer o que bem quiser”. Esse novo paradigma estabelecido pelo ser humano de olhar a si mesmo como medida de todas as coisas teve as suas conseqüências e essas são colhidas até os dias atuais. Essas conseqüências foram assim sintetizadas por Paulo: “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. 2ª Timóteo 3.2-4”

O que Paulo descreve é o retrato fiel da humanidade, seres humanos cada vez mais egoístas, hedonistas, narcisistas, materialistas e sem valores perenes. Os meios de comunicação estão repletos de manchetes que corroboram para aquilo que Paulo descreveu, logo, podemos concluir, que o ser humano ao se tornar autônomo virando as costas para o seu criador não se tornou um ser melhor. Diante dessa situação, cabe bem as palavras de Hermisten Maia P. da Costa: “De fato, a centralização do homem, a busca de sua essência como fim último de todas as coisas, não poderia e nem pode gerar valores permanentes. Ainda hoje, curiosamente, somos levados a pensar no homem ‘como medida de todas as coisas’, como se a solução de todos os seus problemas estivesse simplesmente na capacidade de olhar para dentro de si. A genuína antropologia deve ser sempre e incondicionalmente teocêntrica.”

A inserção de Jesus na história revela-nos pelo menos 3 coisas:

1) O ser humano está longe de Deus e por isso ele reverbera – maldades, mentiras, subornos, relacionamentos descompromissados, fraudes e ganâncias sem fim.

2) O ser humano ao se tornar autônomo perdeu a capacidade de perceber quem é de fato Deus,logo, ele vive sob os ditames muitas vezes de um pseudo-Deus. Esse pseudo-Deus na mente humana é revestido de permissividade, injustiça, desigualdade, tolerância para com os meus erros.

3) Jesus é o mediador entre o ser humano e Deus. Por isso Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14.6.

Na pessoa de Jesus fica evidente como devemos ser. Deus é amor, logo, eu não posso ser ódio; Ele é justo, eu não posso ser injusto; Ele é verdade, eu não posso ser mentiroso; Ele é Santo, eu não posso viver na promiscuidade.

Olhar para as descrições acima é reconhecer que precisamos de Jesus para termos a verdadeira percepção do Pai e o que Ele espera de nós. O historiador W. E. H. Lecky escreveu o seguinte: “Os ensinamentos de Jesus são uma agência que todos os homens devem, agora, admitir, por bem ou por mal, como a alavanca moral mais poderosa que jamais se aplicou às questões humanas”. Portanto, precisamos deixar de fazer a pergunta – Que tipo de atitude devo ter? para estabelecer a seguinte pergunta: Que tipo de pessoa preciso ser?. Precisamos transformar o conhecimento em atitudes.

Observar e dizer que sabe o que Jesus ensinou não redundará em mudanças. Precisamos reconhecer e vivenciar aquilo que foi ensinado por Ele, abraçar a causa. Ou como bem disse Camilla Morgado (atriz que fez o papel de Olga): “Para levantar uma bandeira não basta apenas falar: eu sou contra. Não adianta defender uma causa e depois ir para casa dormir, jantar num restaurante e passar o dia num shopping. É preciso largar tudo e viver daquilo”. Em outras palavras, é mais fácil discutir valores e princípios do que viver por eles.

No entanto, ao continuar optando pela autonomia, o ser humano colherá o fruto da sua arrogância, da sua decadência moral, da sua falta de valores perenes, do seu egoísmo, do seu consumismo, permissivismo e gritará muitas vezes no “riacho” do seu coração: Independência é Morte!!

Pr. Fernando G Dias

terça-feira, 24 de agosto de 2010

House e o dilema da felicidade

Vivemos dias em que os parques temáticos, os jogos esportivos, a internet, os estilos musicais e a literatura proliferaram de maneira assustadora, consequentemente, era de se esperar que as pessoas fossem mais felizes. No entanto, muitas pessoas continuam tristes, amarguradas e infelizes. Essa constatação nos leva a seguinte questão: Por que diante de tanto entretenimento e informações, as pessoas continuam infelizes? Por que as pessoas estão tão solitárias, não obstante estarem cercadas de pessoas? Posso ser feliz abrindo mão de Deus e de sua direção para a minha vida?

Este artigo tem como foco avaliar a infelicidade que brota na vida humana a partir da personagem de Dr. Gregory House, interpretado pelo ator inglês, Hugh Laurie e apresentar como contraponto para a infelicidade o ensino de Jesus para alcançarmos – sentido, significado e propósito para a vida.

House é o tipo de personagem com quem muitas pessoas se identificam. Podemos dizer que Dr. House é um “homem livre por fora, mas prisioneiro no território da emoção” como fora dito certa feita pelo Psicólogo Augusto Cury.

House é um profissional competente que mascara as suas inquietações depressivas e emocionais utilizando os seguintes artifícios: agressividade, introspecção, distanciamento de relacionamentos. Esse comportamento rude, desconexo com a realidade interior, o levou a automedicar-se fazendo uso de uma substância que fornece sensação de euforia, no entanto, essa atitude só alivia o sintoma, e não a causa.

Muitas vidas se encaixam no que foi descrito pelo Ed René: “Por baixo do pano escuro da noite, quando as luzes se apagam e restam apenas os labirintos da mente como trilha para o encontro com o descanso, muita gente repousa infeliz. Sua sorte, ou infortúnio, é que durante o dia quase ninguém percebe; disfarçam bem ou convivem com gente igualmente ocupada em disfarçar [...].”

Ed René chama a atenção para o fato de as pessoas estarem infelizes e mascarem essa infelicidade. E, à semelhança de House, mascaram a sua infelicidade, decorrente de uma vida vazia e sem sentido, utilizando: drogas, envolvendo-se em vários relacionamentos, tornando-se escravas do trabalho, prostituindo-se, porém, nada que possa utilizar atenua ou resolve, pelo contrário, cada vez mais a pessoa se afunda aumentando sua infelicidade. Por conta da acidez gerada pela infelicidade, tornam-se profetas da canção A Felicidade de Tom Jobim e saem por aí cantarolando: “A felicidade é como a pluma; Que o vento vai levando pelo ar; Voa tão leve; Mas tem a vida breve; Precisa que haja vento sem parar. Tristeza não tem fim, felicidade sim.”

O humor deprimido, a ansiedade, a falta de sentido existencial e a infelicidade levaram House procurar ajuda. Porém, em uma das conversas com o seu psicólogo, House fez a seguinte declaração: “Quando vim até você, disse que queria ser feliz. (...) e ao invés disso estou infeliz. E ele conclui o diálogo ressaltando: “Seja lá qual for a resposta [para a felicidade], você não a tem.”

No livro Em Busca de Sentido, o Psicólogo Victor E. Frankl faz a seguinte observação: “[...] a principal preocupação da pessoa humana não consiste em obter prazer ou evitar a dor, mas antes em ver sentido em sua vida.” Logo, a felicidade tomará corpo e concretude, quando o ser humano conseguir viver uma vida com sentido, significado e propósito.

No entanto, House queria obter sentido, significado e propósito para a sua vida abolindo dela, Deus. Para ser feliz, o ser humano, necessariamente, precisa buscar respostas para as suas indagações existenciais na sua matriz, ou seja, Deus. Jesus é aquele que reverbera Deus, portanto, nEle fica evidente o caminho que o ser humano deve trilhar para obter sentido, significado e propósito. São eles:

Arrependimento, comunhão com Deus e comunhão com o próximo

O arrependimento é o resultado do encontro com o divino mediante a pessoa de Jesus. Neste encontro, eu sou transformado, tomo consciência da minha mazela, malvadeza, mentira, atrocidade, egoísmo, valorização de coisas em vez de pessoas, uma vida centrada no Eu e não em Deus. Neste encontro, eu reconheço que preciso mudar de direção e viver a partir dos ditames dEle, ensinados e vivenciados por Jesus. Na pessoa de Jesus fica visível quão distante de Deus o ser humano está e por causa disso, Jesus proferiu: “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!.”

Comunhão com Deus é o resultado direto de uma vida de arrependimento. Portanto, é na comunhão com Deus mediante a pessoa de Jesus que a minha vida ganhará - sentido, significado e propósito. Nessa comunhão, eu deixo de ser autônomo e passo a ser guiado pelo autor da vida. Deixo de buscar satisfação, sentido e significado em uma vida egocêntrica, nas drogas e em relacionamentos descompromissados, para me deleitar em Deus. Na comunhão com Deus, não preciso usar máscaras para cobrir as minhas aflições, indagações e meu coração dilacerado pelas agruras da vida, pois Ele é meu pai.

Comunhão com o próximo será o resultado direto de uma vida que está em comunhão com Deus mediante arrependimento. Já não verei o próximo como matéria prima, que deve ser explorado e espoliado. Quando eu compreendo o que Deus me ensina na pessoa de Jesus meus valores mudam, eu sou transformado, deixo de ser narcisista, deixo de amar as coisas e usar as pessoas. Compartilho as coisas na medida do possível, me torno uma pessoa solidária, não me torno insensível diante da calamidade que assola o meu próximo.

Caminhar com Jesus é trilhar pelo viés do arrependimento, da comunhão com Deus e o próximo. Pensar que posso ser pleno, abrindo mão do meu criador é puro engodo. Enquanto o ser humano abrir mão de viver conforme a vontade da sua matriz que é Deus, ele não apenas deixará de obter – sentido, significado e propósito, como expressará muitas vezes, nem que seja no recôndito da sua mente: Tristeza não tem fim, felicidade sim.

Pr. Fernando G. Dias

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Em que “Deus” os brasileiros acreditam?

O presente artigo tem como escopo avaliar a percepção humana de como Deus é, e com isto, trazer a baila como algumas pessoas estão imaginando e vivenciando este “Deus”. No entanto, para elucidar de maneira mais clara a nossa percepção de Deus, usarei como guia aquele que pode discorrer sobre Ele como nenhum outro é capaz, a saber: Jesus Cristo. Ele é o único que pode nos dizer se a nossa percepção acerca de Deus está correta.

A Revista Veja (nº 50, 19/12/2001) publicou uma matéria sobre a espiritualidade do povo brasileiro, fazendo o seguinte destaque: Um Povo que acredita. A Revista encomendou uma pesquisa ao instituto Vox Populi, onde as pessoas deveriam responder algumas perguntas, dentre as quais, encontrava-se a seguinte: Você acredita em Deus?. Noventa e nove por cento dos entrevistados disseram que sim.

Contudo, ao observar nossa sociedade e notar tanta desigualdade, mendicância, latrocínio, mentira, prostituição, descaso dos políticos, precariedade nos hospitais públicos, precariedade na educação, vazios existenciais, depressão crescendo de maneira alarmante, famílias que não se toleram, pais matando filhos, filhos matando seus pais e toda sorte de atrocidade, algumas perguntas surgem: (1) A crença em Deus tem tornado o ser humano melhor?; (2) As pessoas estão mais humanas a partir dessa crença?; (3) A crença em Deus tem refletido melhoria nos relacionamentos?; (4) A falta de sentido existencial, está sendo preenchida por causa dessa crença?

O que eu acredito me direciona, me conduz e me indica o caminho que eu percorro ou vou percorrer, logo, o “Deus” que for cunhado pela minha percepção conduzirá a minha vida. Creio que muitas pessoas, responderam sim a pergunta da pesquisa crendo no seguinte “Deus”:

O “Deus” permissivo – este é o tipo de “Deus” que respalda as minhas atrocidades, as minhas safadezas, as minhas mentiras descabidas, as minhas puladas de cerca, e por esse “Deus” eu vivo e sou direcionado.

O “Deus” amor – este tipo de “Deus” é aquele onde eu posso fazer todas as coisas e no final de tudo, sairei ileso sem ter que arcar com as consequências dos meus atos, afinal de contas, ele é amor. Esse “Deus” é desprovido de justiça.

O “Deus” contemplação – este é aquele que tem mais o que fazer, e por isso apenas observa o meu caminhar. Não têm tempo para ouvir minhas queixas, meus anseios, minhas indagações existenciais. É um “Deus” distante da minha realidade, ele está “lá” e não “aqui”, logo, ele é apenas transcendente e não imanente.

O “Deus” barganha – esse é aquele que só me abençoa se eu tiver algo para lhe oferecer. Para me relacionar com este “Deus”, eu tenho que: subir a escadaria da penha, tomar banho de sal grosso, pagar promessa. Ainda assim, posso não ser ouvido. Esse “Deus” é desprovido de graça, é melindroso e sem compaixão. Fica irado se eu não tiver nada para lhe oferecer e, por conta disso, não me abençoa.

Toda tentativa humana de querer “definir” Deus a partir da razão, falhará. Ele é o Deus abscôndito, ou seja, que está escondido, ou nas palavras de Karl Barth “o completamente outro”. Portanto, ou Deus se revela, ou jamais perceberemos de fato quem Ele é. Ou Ele se mostra, ou ficaremos elucubrando sobre Ele. Quanto à questão da revelação Alister E. McGrath disse o seguinte: “A noção de revelação coloca um desafio direto à autonomia humana. Afirma que os seres humanos são perfeitamente capazes de construir suas ideias sobre Deus – mas que essas ideias requerem ser suplementadas, desafiadas e corrigidas à luz do que Deus realmente é. Afirmar a prioridade da revelação é, em última análise, afirmar que Deus é a autoridade suprema sobre Deus [...].”

Deus pode ser percebido por intermédio das coisas criadas, como bem descreveu o salmista: “O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram”. No entanto, essa revelação é incompleta para se obter um conhecimento mais acurado de Deus. Ele se mostra de maneira clara e límpida na vida e obra de Jesus Cristo, ou nas palavras de Paulo: “Jesus [...] é a revelação visível do Deus invisível...” e seguindo na mesma direção, o autor da carta aos Hebreus disse que Jesus é: “... a expressão exata do ser de Deus.” Portanto, Jesus é a personificação e a auto-revelação de Deus. Ele é o único na história que disse com toda autoridade “eu e o pai somos um (João 10:30)”, “...Quem me vê vê também o Pai (João 14:9)”, “ninguém sabe quem é o Pai, a não ser o Filho e também aqueles a quem o Filho quiser mostrar quem o Pai é. (Lucas 10.22).

Em Jesus, Deus tem um rosto. Como bem descreve Caio Fábio: “Jesus [...] é Deus com cara e carne de homem, é homem com natureza e coração de Deus.”

Em Jesus, Deus demonstra sentimento, chora, fica alegre, sente fome, solidariza com a dor e a miséria humana, é imanente, é gracioso, é todo amor, mas também é todo justiça, tem caráter, é moral, é verdadeiro e abomina a mentira, abençoa independente de quem seja, não aceita barganha, dá liberdade ao ser humano, porém, cobra dele responsabilidade pelos seus atos, ressignifica a peregrinação humana enchendo-a de sentido e propósito, denuncia a injustiça, rechaça a soberba, exalta os humildes. Nele, Deus ganha concretude deixando de ser o Deus de “lá”, tornando-se o Emanuel, ou seja, Deus conosco.

Eu não sei em que “Deus” você crê. Mas eu creio no Deus que se revela em Jesus de Nazaré. Em Jesus, minha vida é direcionada, guiada e modificada através da comunhão. NEle minha vida ganha sentido, significado e propósito. Não deixo a vida me levar, como ressalta a música do Zeca Pagodinho, pois sou levado pelo autor da vida e conduzido “às águas tranqüilas.”

Esse é o Deus que eu acredito, e você? 

Pr. Fernando G. Dias